Sistemas de Monitoramento

Sistemas de Monitoramento

  • Última atualização em Terça, 08 de Novembro de 2016, 14h25

O Serviço Florestal Brasileiro apoia o desenvolvimento ou consolidação de diversos sistemas de monitoramento das concessões florestais federais, tanto para aplicação nas Unidades de Manejo Florestal (UMFs) sob concessão florestal e em outras áreas de florestas públicas de interesse do órgão.

A adoção desses sistemas permite ao SFB monitorar todos os aspectos de cumprimento dos contratos de concessão florestal, de maneira compatível com a escala projetada para os próximos anos, isto é, dezenas de áreas sob concessão florestal, ocupando milhares de hectares de florestas.

Atualmente, o SFB dispõe dos seguintes sistemas de monitoramento:

1 - Sistema de Cadeia de Custódia das Concessões Florestais
O Sistema de Cadeia de Custódia das Concessões Florestais controla desde o corte da árvore na concessão florestal, passando pela saída e transporte de toras da floresta, até a chegada e a venda da madeira processada em cada Unidade Processadora (serraria, laminadora etc.) ligada a concessão.

O Sistema também controla a produção de material lenhoso residual da exploração (usado para produção de carvão ou pequenos objetos e de produtos não madeireiros (óleos, resinas, cipós etc.), pela quantidade produzida e comprovantes de comercialização e transporte.

2 - Sistema de Rastreamento de Veículos de transporte de produtos florestais
As concessões florestais federais adotam um Sistema de Rastreamento de Veículos transportadores de toras por meio do controle por satélite, telefonia móvel ou rádio da movimentação dos caminhões ou balsas que transportam a madeira da concessão florestal para a Unidade Processadora ou outro destino de venda.

Dentre os requisitos estabelecidos como obrigatórios para o Sistema podem ser citados:

  • a tecnologia a ser adotada,
  • o conteúdo e gerenciador do banco de dados,
  • a capacidade de assistência técnica,
  • a capacidade de identificar a localização de cada um dos veículos,
  • a velocidade de deslocamento,
  • o status da ignição e engate de carga,
  • e mecanismos de comunicação em texto.

3 - Sistemas de Sensoriamento Remoto

Para acompanhar as concessões florestais, com ferramentas de sensoriamento remoto, o Serviço Florestal Brasileiro faz uso do Sistema de Detecção da Exploração Seletiva (Detex) e do mapeamento com a tecnologia LIDAR (originada da abreviação dos termos em inglês – “light detection and ranging”).

O Detex é usado primeiro na fase de planejamento das concessões, quando são analisadas imagens de satélite para o mapeamento das atividades antrópicas (modificações feitas pelos humanos) anteriores na área. Dessa maneira, os futuros concessionários podem saber o real potencial da floresta e o Serviço Florestal Brasileiro, os impactos pré-existentes nas áreas. Em seguida, após o início das atividades nas concessões, o Detex é utilizado para o acompanhamento da exploração madeireira, de acordo com a autorização do Plano de Manejo Florestal Sustentável nas concessões. Esse sistema também tem a capacidade de auxiliar na vigilância de atividades de exploração não autorizadas em áreas próximas às concessões florestais e outras áreas de florestas públicas de interesse do Serviço Florestal Brasileiro.

O sistema Detex está sendo operacionalizado por meio de uma parceria entre o Serviço Florestal Brasileiro e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Além disso, o sistema já está sendo disponibilizado e compartilhado com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), órgãos estaduais e municipais de meio ambiente e de gestão florestal.

LIDAR - O mapeamento com a tecnologia LIDAR, usando sensores transportados em aviões, permite um levantamento detalhado de características do terreno, vegetação e infraestrutura existente nas áreas de concessões florestais. Essas informações contribuem:

  • para a melhoria do inventário florestal, com o conhecimento da composição e estrutura da floresta;
  • para os levantamentos topográficos que identificam a declividade do terreno e existência de corpos d´água e áreas de inundação necessários ao planejamento;
  • para a contabilização do impacto da exploração para toda a biodiversidade criado pelas estradas abertas, trilhas de arraste de madeira, abertura do dossel com o corte de árvores e abertura de pátios.

O mapeamento com a tecnologia LIDAR está em fase de testes e está sendo desenvolvido em parceria com o Serviço Florestal Americano (United States Forest Service – USFS) para também, posteriormente, ser compartilhado com órgãos estaduais de gestão florestal.